quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

IBM compra a Lombardi Software

A IBM anunciou hoje a compra da Lombardi Software, uma das empresas líderes no Gartner em soluções de BPMS (Business Process Management System). Abaixo segue o link do press release. Agora vamos aguardar os próximos passos, que deve ser a integração dos produtos da Lombardi com a atual linha de software IBM WebSphere.


Segundo o Gartner (Magic Quadrant for Business Process Management Suites - 2008 2009) a Lombardi tem os seguintes pontes fortes e fracos:

Strengths (Lombardi)
  • Lombardi has keen insights into the functions required by each user role involved in the business process life cycle. Lombardi consistently
  • produces highly intuitive software that addresses each role's perspective, while providing an integrated round-trip user experience.
  • Because Teamworks is easy for business analysts to use, it is well-suited to continuous process improvement programs where empowering business users or business analysts is key.
  • The business process executes from the process model, thereby simplifying dynamic changes to in-flight business processes at runtime and preventing design-time artifacts from getting out-of-sync with implementation artifacts.
  • Lombardi customer references are among the most advanced in BPM maturity. They demonstrate broad adoption of BPM across an
  • organization that yield transformative business results.
  • Blueprint appeals to business managers and strategic planners who seek a tool for high-level process diagramming and knowledge capture. It complements the Teamworks process models and is available via low-cost SaaS.
Cautions (Lombardi)
  • Customers with smaller deal sizes may find it challenging to command Lombardi's attention.
  • Lombardi's support for case management processes is not as strong as some of its competitors.
  • Lombardi Teamworks does not offer multitenant SaaS, which some ISVs may need for highly scalable cloud services or enterprises may want for private cloud services.
  • Lombardi does not invest in process templates or frameworks or recruit partners to build solution accelerators. These factors may be
  • an obstacle for organizations looking for specific process-based applications.
Baseado nas informações acima, grande parte dos pontos fracos da Lombardi devem diminuir, visto a estratégia da IBM, porem é fato (no meu ponto de vista) que estas "fraquezas" devem ser substituídas pelas fraquesas atuais da IBM, conforme abaixo:

Cautions  (IBM)
  • IBM doesn't have one BPMS product; rather, it fulfills its BPM strategy through federated interoperability across two basic offerings augmented by extended offerings. IBM has made significant progress with integration across the two basic offerings, but has not yet achieved full integration.
  • The broader software division’s acquisition strategy will continue to augment IBM's BPMS vision and product road map. Customers will need to monitor the integration of new technologies.
  • Individual products in the suite have strong and rich functionality. However, in combination, the permutations of configuration possibilities are overwhelming. Customers usually require help from a service provider.
  • WebSphere Dynamic BPMS edition has few references.

Ps: Usei como referência o relatório do Gartner de fevereiro/2009.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Baixo Acoplamento (Loose Coupling) de Serviços

A falta de dependência entre os serviços (consumer e provider) é muito importante para um projeto de arquitetura SOA, por isso é muito importe que os serviços tenham um baixo acoplamento (Loose Coupling).

O baixo acoplamento é divido em 5 dimensões, conforme a seguir:



  • Localização: Consumidores (service consumers) não devem ser dependentes da localização do serviço.  Por isso os serviços, para um máximo desacoplamento na dimensão da localização devem ser expostos em um ESB.
  • Plataforma: Consumidores e Provedores (services consumers e providers) devem ser independentes de plataforma, por isso o uso de padrões aberto é importantíssimo nesta dimensão, fazendo com que plataformas diferentes como J2EE e .NET conversem uma com a outra sem saberem que estas estão interagindo com outra plataforma. 
  • Linguagem: Nesta dimensão a preocupação é a mesma da dimensão plataforma. Por exemplo, o uso de Java object streams serializados pode ser altamente eficaz para certos consumidores e provedores, mas pode limitar o reuso porque algum ponto da arquitetura SOA evoluiu. O uso de formatos e protocolos abertos dentro da linguagem de programação é a melhor maneira de evitar o acoplamento. 
  • Formato: Formatos proprietários ou feitos sob medida são utilizados por enumeras razões, mas introduzem uma dependência muito grande que se transforma em um obstáculo muito grande para uma arquitetura SOA flexível. Os formatos abertos, como SOAP, XML, etc. trazem o desacoplamento necessário para esta dimensão, por isso são altamente recomendados. Nem sempre é possível utilizar padrões de formatos abertos. Neste caso a utilização de um ESB expondo um formato proprietário como um formato aberto traz o desacoplamento necessário nesta dimensão. 
  • Protocolo: Assim como os formatos, vários protocolos proprietários são utilizados. A solução para este dimensão dentro de uma arquitetura SOA é exatamente a mesma da dimensão formato, ou seja, a utilização de protocolos abertos, como SOAP over HTTP.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Camadas de Abstração

Há um grande número de frameworks que dividem a arquitetura em camadas de abstração. SOA traz um pequeno número de novas considerações e artefatos arquiteturais que devem ser adicionados aos frameworks existentes.

SOA é divido em 5 camadas de abstração:


  • Camada Corporativa: Na camada corporativa são definidos os modelos de negócios da empresa (enterprise business model), como quais são seus principais processos baseados em seu objetivo e mercado.
  • Camada de Processos: Na camada de processos, os processos do modelo de negócios são identificados. Cada processo é único para cada área funcional de negócio e pode ser composto por vários sub-processos. A camada de processos é muito importante dentro da arquitetura SOA, porque muitos processos podem ser modelados e executados como serviços. É comum a confusão entre as terminologias de “serviços” e “processos”. Processos são definidos uma única vez e usados dentro de um único contexto, já serviços também são definidos uma única vez, mas este pode ser reutilizado (reuso) em diferentes “processos”.
  • Camada de Serviços: A camada de serviços é caracterizada por um número de serviços que realizam funções individuais de um negócio. Dentro da arquitetura SOA, esta camada fornece uma ponte entre as camadas de alto (camada corporativa e de processos) e baixo nível (camada de componentes e objetos). Usualmente, é nesta camada que as funções críticas necessárias para o negócio são identificadas, visto que é nela que usualmente são identificadas e expostas as funções para suportar o negócio.
  • Camada de Componentes: Na camada de componentes são identificados e caracterizados os componentes que podem ser mapeados como serviços. Normalmente através de técnicas “bottom-up” (análise das aplicações e identificação de funções que podem ser serviços, por terem um potencial de reaproveitamento em vários sistemas).
  • Camada de Objetos: A camada de objetos, estão as classes, atributos e relacionamentos de um objeto. Na arquitetura SOA há um reaproveitamento dos conceitos de orientação a objeto, porem com o desacoplamento dos objetos, transformando em serviços reutilizáveis.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Tipo de processamento... Quais opções nós temos?

Quando falamos de integração de aplicações, independente da abordagem utilizada (EAI, ponto a ponto, SOA, ETL, etc. ) um ponto fundamental que deve estar na análise é o tipo de processamento que será utilizado. A itenção aqui não é falar se uma é certa ou não, até porque na minha visão todas são... Tudo depende do requisito para se escolher o tipo mais adequado. As opções são:
  • Processamento Batch: Processos executados em “lotes”. Em geral, os processos batch são processados em um determinado período (semanalmente, diariamente, de 5 em 5 horas, etc.). Atualmente, o uso de processos batch é freqüente em sistemas onde a carga de dados se faz necessária. Este tipo de processamento deve ser assíncrono.
  • Processamento On-Line: Processos executados a cada interação. A atualização dos dados do processo são efetivadas no momento em que ocorrem o fato correspondente, porem o tempo de resposta pode ser ”indeterminado”. Este tipo de processamento pode ser síncrono ou assíncrono.
  • Processamento Real Time: Processos executados a cada interação. A atualização dos dados do processo são efetivadas no momento em que ocorrem o fato correspondente, porem o tempo de resposta deve ser “determinado” (finito). Este tipo de processamento deve ser síncrono.
  • Processamento Síncrono: Processo onde o resultado obrigatoriamente deve ser enviado para o sistema que requisitou, em um determinado período (time out), mesmo no caso de uma falha. Os dois sistemas envolvidos devem estar no ar. Exemplo: Páginas Web/Conexão HTTP.
  • Processamento Assíncrono: Processo onde o resultado não precisa (mas pode) ser enviado para o sistema que requisitou, mesmo no caso de uma falha. Caso um sistema não esteja no ar, este não interfere no funcionamento do outro (Connection Less). Exemplo: E-Mail.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

SOA sem governança?

Para quem está (seriamente) estudando, implementando ou implantou os paradigmas da abordagem SOA dentro de uma empresa, sabe que não existe a opção “sem governança” e PONTO FINAL.

Vejam alguns dos principais problemas que acontecem (notem que eu nem utilizei a frase “problemas que podem acontecer”):
  • O potencial não é totalmente utilizado;
  • Desenvolvimento e implantação sem padrões;
  • Serviços são criados sem controle;
  • Serviços são duplicados;
  • Serviços são criados, porém as aplicações não os chamam… “Continua da maneira antiga”;
  • Serviços não são reutilizados.
Mas da para ter uma “governança mínima”?

Muitas vezes, pessoas responsáveis pela implantação de SOA dentro de uma empresa me dão o seguinte argumento: Não tenho budget e/ou tempo para a implantação da governança SOA mas não quero perder a oportunidade de começar a implantar os conceitos, ferramentas, etc. O que faço? Bem, geralmente eu tenho duas respostas, cada uma de acordo com o meu humor na hora em que eu acordei:
  • Quando acordo irado com o mundo digo: Desista!  
  • Quando acordo um pouco mais simpático: Implante o mínimo de governança, criando pelo menos padrões e um repositório de serviços (nada de planilha Excel hein!)... Mas não ache que com isso você tem governança SOA, você só está um pouco organizado e assim que você tiver a oportunidade inicie um projeto sério de governança SOA.
Tirando a brincadeira acima, a resposta final é SIM, da para iniciar um projeto com  uma "governança mínima". A opção que não existe é "não ter nada de governança". 

Mas atenção: Se iniciar com uma governança mínima, tenha consciência que será necessário evoluir na governança em um futuro próximo (principalmente com a evolução do uso da abordagem SOA dentro da empresa).

PS: Geralmente, quando a empresa não tem budget e/ou tempo para a implantação da governança é que ao querer implantar SOA a empresa se preocupou muito mais com a compra de produtos e não deu o foco adequado para serviços. Por isso deve-se sempre escutar uma consultoria (vejam post Adotando BPM e/ou SOA - Parte 6).

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Fabricantes e ferramentas fazem diferença na implementação de BPM e SOA?

Na minha opinião, ferramentas são itens de tecnologia. BPM e SOA são muito mais do que isso... Essas abordagens utilizam tecnologias, mas não são só tecnologias, por isso insisto quando me referencio a estas utilizando o termo “abordagens”. As vezes falar isso parece confuso, principalmente para quem é de TI, mas esse é o fato.

A escolha de ferramental vai muito mais de encontro com a arquitetura tecnológica de uma empresa (obviamente atendendo todos os requisitos), adequação com os usuários, sua infra, condições que o fabricante faz, suporte, entre outros motivos. Independente do que uma ferramenta é melhor ou pior que a outra, o diferencial é a equipe que vai implantar a abordagem. Há casos de sucesso e insucesso de implementações em Oracle, IBM, Microsoft, Red Hat, etc.

Mas o que faz a diferença na escolha de um ferramental então? Abaixo seguem algumas perguntas que não devem ficar sem uma boa resposta.
  1. Qual é o road-map da plataforma?
  2. Qual é a situação financeira do fabricante?
  3. Qual é o investimento em P&D?
  4. Qual é o tamanho da empresa (Brasil e exterior)
  5. Quantos anos a empresa está no mercado (Brasil e exterior)?
  6. Qual é o posicionamento do fabricante nos institutos de pesquisa (afinal, se alguém já fez estudos sérios porque você vai contrariar...)?
  7. Qual é a quantidade de parceiros de negócios?
  8. Qual é a quantidade de profissionais certificados na tecnologia?
  9. O fabricante possui braço de serviços?
  10. Possui agenda de treinamentos oficiais?
  11. Possui suporte técnico local do fabricante 24X7 (você não vai querer ficar ligando para a Índia, por mais que passe por um telefone local né...)?
  12. Possui suporte técnico do parceiro de implementação?
  13. Quais são os casos de sucesso e conseqüentemente a maturidade?
  14. A suíte oferecida é compatível com minha infra-estrutura (pense no passado, presente e futuro, por exemplo, atualmente você só tem máquinas UNIX... mas será que não haverá mudanças no futuro...)?
  15. A utilização de padrões abertos é ampla?
É muito importante que em todas as fases de seleção das ferramentas e conseqüentemente do fabricante estes requisitos sejam observados com muito carinho, além da óbvia questão financeira.

Observação 1: Obviamente, a maioria das perguntas acima devem ser desmembradas em várias outras perguntas e distribuídas nas RFIs, RFPs, POCs, demos, entre outros passos da seleção de acordo com a metodologia da sua empresa ou utilizada pela consultoria.

Observação 2: Apesar de eu ter falado que ferramentas são itens de tecnologia não quer dizer que a suíte não influencie. Algumas suítes, com toda a certeza irão facilitar ou não a implantação. Nada de levar ao pé da letra... Olhando as perguntas você verá que várias direcionam para suítes e fabricantes de mercado com boa capacidade de implantação.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Adoção de SOA nas empresas (EUA e Europa)

Esta é um pesquisa feita no final de 2008 sobre a adoção de SOA em empresas dos Estados Unidos e Europa (que está publicada no The Forrester Wave™: North American SOA Systems Integrators, Q2 2009). Nunca vi um estudo completo sobre a adoção de SOA em empresas no Brasil ou América Latina (não quer dizer que não tenha, mas os que eu vi são mais baseados em enquetes do que em estudos profissionais)... Mas pelo meu sentimento, conversa com fornecedores, clientes e colegas de trabalho, acho que por aqui não está muito diferente.

Adoption Of SOA By North American And European Enterprises.



Fonte: Forrester, www.forrester.com

Most Distinguished Achievement Latin America 2009

Um pouquinho de auto-propaganda não faz mal a ninguém né...rs

Bem, aconteceu no final de outubro deste ano o evento mundial da IBM para a brand "Information Management" denominado IOD (Information On Demand). A Escala Informática foi a ganhadora do prêmio "Most Distinguished Achievement Latin America 2009". Para entender um pouco da importância deste prêmio, nesta brand de software estão alguns dos principais produtos da IBM, como: Cognos, Informix, DB2, InfoSphere DataStage, FileNet entre vários outos.

https://www-304.ibm.com/events/wwe/iod/iodbpawards09.nsf/$StaticContent/Winners

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Entendendo Open Source

Gente, essa dica é quentíssima! Entrevista do "Maddog" para o programa Roda Viva da TV Cultura (19/10/2009). Se você quer realmente entender o que é Software Livre, seus benefícios, comercialização, entre outros pontos, vale muito apena assistir a esta entrevista.

Para quem não sabe, Jon “Maddog” Hal é um dos maiores gurus de software livre e presidente da Linux International. Sempre que ele fala algo é bom escutar, mesmo que você não seja um fã de software livre. Não se engane pensando que ele é um xiita...

Pena que algumas das pessoas que o entrevistaram não tinham mínima idéia do que estavam fazendo!

Para quem não assistiu ai vão os links no Youtube (está dividindo em 11 partes)

Fonte: TV Cultura, www.tvcultura.com.br


terça-feira, 3 de novembro de 2009

A verdade sobre a reutilização de serviços

A charge abaixo retrata muito do que acontece nas empresas quando estamos falando de reutilização de serviços (eu mesmo já presenciei este fato por diversas vezes). Este é um dos motivos que fazem com que a governança SOA seja fundamental para o sucesso da implementação desta abordagem.

Fonte: Geek & Poke, http://geekandpoke.typepad.com

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Adotando BPM e/ou SOA - Parte 6 (Consultoria Especializada)

Pensem comigo... Se você vai visitar, por exemplo, a Grécia e não conhece nada, alem de não falar o idioma, não ter amigos, etc., não é melhor ter um guia? Mesmo que você estude antes e fale um pouco do idioma, você vai descobrir que certas coisas são diferentes do que estava escrito nos guias...

É ai que entra a consultoria especializada. Ela é o guia para se implantar uma abordagem. Muitos projetos falham porque as pessoas que estão implantando tal projeto/abordagem, apesar de terem estudado o tema (lido livros, estudado em faculdades, cursos, etc.) não tem a prática necessária.

Professores que me perdoem, mas já dizia Delfin Neto: “Quem sabe faz, quem não sabe ensina”. Isso porque a teoria e prática são diferentes, querendo ou não. (por isso sempre gostei de professores que também trabalham em empresas, consultorias, ou seja, eles tem vivência prática, enfrentam os problemas do dia a dia, etc.).

Consultoria especializada não quer dizer necessariamente contratar uma empresa. Pode ser a contratação de um consultor independente ou mesmo de novos funcionários que comprovadamente tem skill do tema. Mas muito cuidado... Há muitos “consultores especialistas” que implantaram EAI e Workflow e acham que sabem BPM e SOA. Por isso que nesta hora, acredito que uma empresa seja a melhor alternativa.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

SOA for Dummies (Mini eBook)

Pequeno, simples, direto e prático. Apesar de ser totalmente patrocinado pela IBM não direciona muito para tecnologias dela. Vale a pena para quem está começando a estudar SOA e não sabe por onde começar.

Mini eBook: SOA for Dummies 2nd IBM Limited Edition

Welcome to Service Oriented Architecture For Dummies, 2nd IBM Limited Edition. Service Oriented Architecture (SOA) is the most important technology initiative facing businesses today. SOA is game changing, and early SOA successes make it clear that SOA is here to stay. This book introduces you to the basics of SOA in context with the real life experiences of seven companies. Seen through the varied business environments depicted in each of the case studies, we hope you will recognize that SOA is more than a bunch of new software products strung together to allow technology companies to have something else to sell. SOA represents a dramatic change in the relationship between business and IT. SOA makes technology a true business enabler and empowers business and technology leaders alike.



sexta-feira, 23 de outubro de 2009

SOA Manifesto

Já havia sido anunciado a alguns meses atrás que no SOA International Symposium (evento realizado na Holanda) seria lançado o SOA Manifesto, conforme site do evento: http://www.soasymposium.com/soamanifesto/

Agora é oficial. Vejam reprodução parcial do manifesto abaixo:

Service orientation is a paradigm that frames what you do.

Service-oriented architecture (SOA) is a type of architecture that results from applying service orientation. We have been applying service orientation to help organizations consistently deliver sustainable business value, with increased agility and cost effectiveness, in line with changing business needs.

Through our work we have come to prioritize:

  • Business value over technical strategy
  • Strategic goals over project-specific benefits
  • Intrinsic interoperability over custom integration
  • Shared services over specific-purpose implementations
  • Flexibility over optimization
  • Evolutionary refinement over pursuit of initial perfection
That is, while we value the items on the right, we value the items on the left more.

Fonte: http://soa-manifesto.org/

Adotando BPM e/ou SOA - Parte 5 (Abordagem incremental)

Essa é a mais simples: Pense grande, comece pequeno e escale rapidamente!!! Assim como o patrocínio, pra mim isso também vale para qualquer que seja o projeto, principalmente em novas abordagens... Já escrevi anteriormente que BPM e SOA necessitam de maturidade, então do que adianta começar grande se a empresa ainda não tem a maturidade suficiente para aproveitar os benefícios?

Uma figura fala mais que 1.000 palavras...



segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Adotando BPM e/ou SOA - Parte 4 (Patrocinio do Projeto)

Pra mim isso vale para qualquer que seja o projeto, mas projetos de implantação de novas abordagens o patrocínio é extremamente necessário. Já se imaginou implantar um ERP sem o patrocínio das áreas usuárias?  Um projeto sem patrocínio, muitas vezes não é colocado como prioridade, seja por quem está implementando ou seja por quem irá utilizá-lo. Mas se é algo tão básico, porque eu estou falando disso? Porque por mais que seja óbvio, isso é deixado de lado...

Acho que a coisa mais difícil em um trabalho é lidar com pessoas (seja qual for o trabalho), por exemplo, é muito normal as pessoas entrarem em “zonas de conforto”, ou seja, ela faz algo de uma maneira que funciona (não estou falando se funciona bem ou mal)... Dependendo muita da pessoa, tente mudar isso? Não é porque algo que uma pessoa faz e funciona bem não quer dizer que não possa ser melhorado! Mas muitas implementações novas tiram as pessoas de suas “zonas de conforto”.

O patrocínio é extremamente útil principalmente para as pessoas que não querem sair da sua zona de conforto, alem de outros objetivos mais diretos como: direcionar metas, tomar decisões, etc.

Agora para patrocinar o projeto é necessário entende-lo muito bem! Ok, mas uma coisa óbvia que eu falei... Mas não é bem assim não. Já perdi a conta de quantas vezes vi um “patrocinador” nem saber do que estava falando... Ai perde a credibilidade né...

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Novas versões: WebSphere Business Modeler e WebSphere Business Monitor

Continuando a “sessão" de novas versões da IBM, foram anunciadas as novas versões dos softwares WebSphere Business Modeler e WebSphere Business Monitor que estarão disponíveis para download a partir de 11/dezembro/2009 (assim como os outros produtos que formam a suíte de BPM da IBM powered by Smart SOA technologies).

Dica: Para quem já conhece os produtos, o WebSphere Business Modeler Publishing agora é o WebSphere Business Compass (mesmo software, regras... e obiviamente com novas funcionalidades)



Resumo

IBM WebSphere Business Modeler V7.0 helps you document, visualize, and analyze your business processes using industry standards and leading Business Process Management (BPM) powered by Smart SOA technologies.

Highlights

Enhanced business user empowerment across the process modeling lifecycle
  • Improves collaboration between business users and IT.
  • Empowers business users to go directly from modeling to deployment on WebSphere Process Server and (optionally) WebSphere Business Monitor runtimes for certain human-centric process scenarios. A pre-configured business space is created as part of deployment that can be immediately used for testing process execution, management, and monitoring in managed environments.
  • Enhancements to support large scale modeling efforts across an organization.
  • Visual comparison of process models to manage and control changes made to process models.
  • New compare merge functions allow for the comparisons of modes within Concurrent Version System (CVS), ClearCase®, and Rational® Asset Manager.
  • Ability to print processes in swimlane mode when generating reports to support additional reporting styles.
  • Improved search throughout the product for finding information more quickly.
  • Ability to import key performance indicators (KPIs) into the existing KPI library for enhanced management of KPIs.
  • Ability to view status information of a project or project element in the team repository through visual indicators in the project tree.
  • Transformation of artifacts from WebSphere Business Compass to native WebSphere Business Modeler format.
  • New URL linking feature allowing users to externalize URLs for modeler artifacts so that they may be linked to other products or sources for traceability purposes.
Enhancements in iterative development and traceability -- Helps ensure that business and IT development tooling work together to support an iterative collaboration between roles at design time. This enables IT developers to create business consumable services, mediations, and policies.
  • Improvements supporting multi-casting of business items and business objects for better support of data through the BPM lifecycle
  • Support to generate annotations as BPEL sticky notes to share information between business modelers and integration developers
  • Support for WebSphere Process Server case handling allows you to create more flexible processes
  • Support for more Business Process Modeling Notation (BPMN) 2.0 constructs to support IT handoff and generation of IT artifacts from those constructs
  • Compare/merge of WSDL/XSDs to manage changes across the business and IT lifecycle
BPM direct deploy improvements - Enhanced interactive process design with stability, performance, and improvements to allow the WebSphere Business Modeler user to create real world human-centric processes that can be tested and put into production
  • Enhanced support for multi-user deployments in an interactive process design to allow multiple users to test out processes using the same sandbox environment
  • Support for Web-rendered Lotus® Forms for improved interaction with deployed BPM applications
WebSphere Business Compass V7.0 is a Web-based tool for collaborating on design and development of business process assets and includes business authoring to help support broader business methodologies to help organizations ensure they have solutions based on business intent and motivations. New features focus on document linking, capabilities by organization, progress discovery on process modeling, simple document management by business users, checkpoint management on business documents, and team collaboration to provide a comprehensive authoring and reviewing environment for business users.

Highlights:

Designed to improve productivity and empowerment across all roles
  • Provides converged capabilities between business authoring and model publishing
  • ID searching improvements in the product and on Google
Helps deliver rapid time to business value by improved integration with the IBM BPM portfolio
  • Enhanced Web-based visualizations leveraged from ILOG to improve overall business user experience
  • Interchange of KPI information with WebSphere Business Monitor in order to implement operational measures defined in WebSphere Business Compass
  • Interchange of a BPMN process with WebSphere Business Modeler created in WebSphere Business Compass to support downstream integration with the rest of the IBM BPM portfolio
New capabilities for business users and business analysts to help scope and refine BPM projects
  • Support for BPMN 2.0 standard at Level-1 to simplify:+ Process diagramming+ Collaboration diagrams
  • Process advisor for simplified model validation
  • Forms integration to sketch human interfaces for BPMN processes
  • New BPMN service editor to create a BPMN service interface to support process service tasks
  • New value stream mapping to support lean methodologies for analyzing material flow and information currently required to bring a product or service to a consumer
  • New Business Vocabulary Editor to create business terms, BPMN item definitions, business roles, and other common vocabulary that can be leveraged across the business to level set terminology and business understanding
  • New organization tooling to help derive and understand all of the roles, stakeholders, and relationship within a business
  • New tool to create process walkthrough scenarios for process design review and discussion
  • Enhanced business strategy editor including linkage to business vocabulary
  • Enhanced business capability editor with linkage to business vocabulary
  • New PowerPoint export capability for BPMN process and collaboration diagrams to help business users communicate and share information
  • New support for WebSphere Portal and Lotus Mashups environments
You can choose WebSphere Business Compass V7.0 to extend the collaboration capability of your existing WebSphere Business Process Modeler V7.0 suite of products or choose one of the following editions of WebSphere Business Modeler that best suits your needs:
  • WebSphere Business Modeler Basic V7.0
  • WebSphere Business Modeler Advanced V7.0
  • WebSphere Business Compass Advanced Edition V7.0
IBM WebSphere Business Monitor V7.0 is a comprehensive business activity monitoring (BAM) software that provides business users and managers with a real-time and end-to-end view of business processes and operations enabling you to proactively manage business problems or take advantage of business opportunities. A core part of the WebSphere Dynamic Process Edition foundational offering of the IBM Business Process Management (BPM) Suite, WebSphere Business Monitor is also available as a standalone product. It provides customizable business dashboards that calculate and display key performance indicators (KPIs) and metrics derived from business processes, business activity data, and business events from a wide range of information sources. Business users can view these KPIs, metrics, and alerts through various means including lightweight Web interfaces, Smartphones, via corporate portals, and on desktops. These offer business users immediate actionable information and insight into their business operations to mitigate problems or take advantage of opportunities. WebSphere Business Monitor enables business users to proactively manage business situations by providing advanced and earlier warning on impending situations. WebSphere Business Monitor helps you:
  • Increase revenue: Real-time visibility provided by WebSphere Business Monitor enables you to increase revenue, for example, by identifying business opportunities early to gain competitive advantage and improving customer satisfaction through improved customer service.
  • Reduce costs: Real-time visibility provided by WebSphere Business Monitor enables you to take proactive and informed action to reduce costs, for example, ensuring critical business processes meet commitments to customers, identifying inefficiencies in the processes, ensuring key business metrics meet targets, or improving operational planning based on volume analysis.
Rich analytics provide business users with additional insight into the business operations and processes to make better, more informed decisions based on historical and trending data. Tight integration with the IBM BPM suite of products enables you to rapidly improve critical business processes.

WebSphere Business Monitor enables the IT departments to focus on high value projects and innovative solutions rather than routine and inefficient data collection for their line-of-business users. WebSphere Business Monitor enables IT to very quickly develop monitoring solutions to provide business stakeholders with a comprehensive view of the business by collecting real-time events from a wide variety of sources.
  • IBM BPM Suite and Connectivity portfolio
  • Events from your applications and other third-party applications through the IBM Connectivity portfolio
New capabilities in WebSphere Business Monitor V7.0:
  • Ability to link strategic organization goals to operational metrics. This enables business leaders to identify metrics affecting strategic goals, and track progress and execution of the strategy.
  • Rapid development of monitoring solutions for monitoring processes on WebSphere Process Server.
  • Accelerated and enhanced delivery of monitoring solutions through WebSphere Industry Content Packs.
  • Improved end-to-end process monitoring by enabling event processing from other IBM middleware such as IMS™ and CICS®.
  • Increased productivity for IT developers when creating end-to-end process monitoring solutions through improved tooling for WebSphere Message Broker.
  • Easier management and configuration of WebSphere Business Monitor for System Z customers.
  • Wizard-driven topology configurations for optimal and rapid configuration of monitor installations.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Novas versões: WebSphere ESB (WESB), WebSphere Process Server (WPS) e WebSphere Integration Developer (WID)


A IBM anunciou as novas versões dos softwares WebSphere Integration Developer, WebSphere ESB e WebSphere Process Server. Os mesmos estarão disponíveis  para download a partir de 11/dezembro/2009.

Resumidamente: Muitas melhorias e poucas novidades (para quem já trabalha com as versões 6.2).

Alguns pontos interessantes:
  • Maiores facilidades para trabalhar com tarefas humanas;
  • Bastantes recursos que aceleram a produtividade;
  • Novos adapters que vem “gratuitamente” com o WID (for IBM i e for Lotus Domino);
  • Novo "produto" (Media Extender for WebSphere Process Server);
  • Utilização da nova versão do WebSphere Application Server (versão 7) e consequentemente suas melhorias, como Java Extended Edition 5, EJB 3.0, JPA, JDK 6...

At a glance:

WebSphere Process Server, WebSphere ESB, and WebSphere Integration Developer:
  • Support WebSphere Application Server V7 and WebSphere MQ V7 enablement
  • Exploit the versatility of the Human Tasks and Workflows widgets for the seamless integration of humans into business processes
  • Let you easily model and execute scenarios where a human task is routed in parallel to several people
  • Deliver migration of running processes to new process model versions
  • Include guided task flows and additional built-in reusable solution patterns and a pattern explorer for learning concepts and performing tasks, and for faster solution development
  • Improve the user experience for iterative development between WebSphere Business Modeler and WebSphere Integration Developer
  • Improve human task client support with Web-based forms through Business Space and Lotus® Forms Server V3.5.1
  • Include enhanced mapping capabilities and a navigable catalog
  • Improve productivity: faster builds, faster deployment, smaller technology footprint, and usability enhancements
  • Support XML-centric data models and enhanced recovery from external system outages
  • Include selective installation of only the tooling you need for better control over memory footprint utilization

SOA e BPM. Juntos ou separados?!

No post "SOA e BPM são melhores juntos" que publiquei a um tempo atrás, coloquei um slide que utilizo em apresentações, com a citação de um estudo do Gartner.

Acredito seriamente que não há formula mágica, ou seja, primeiro a empresa deve implantar BPM para depois implantar SOA, vice-versa ou os dois obrigatoriamente juntos. Tudo isso depende muito da maturidade da empresa para a abordagem (por isso um estudo de maturidade é muito importante, conforme post "Adotando BPM e/ou SOA - Parte 1 (Visão Estratégica)").

O que é claro é que BPM traz benefícios para SOA assim como SOA traz benefícios para BPM. Isso não quer dizer que tenha que se implantar as duas abordagens ao mesmo tempo! Há um risco muito grande ao implantar ambas.

Veja o post do meu amigo Davi Carvalho no blog dele e que eu concordo plenamente:

Existia uma idéia pré-concebida na minha mente que SOA e BPM devem ser iniciativas “casadas”, parte de um processo único. O resultado pode ser catastrófico. Algumas razões:


* SOA é estilo de arquitetura que utiliza fortemente o conceito de serviços para a construção de aplicações compostas
* BPM é sobre análise de processos de negócios e otimização
* A turma de Business Process Management (BPM) encontra na arquitetura orientada a serviços (SOA) a abordagem ideal para colocar em prática os processos de negócio que irão permear por toda a organização
* Quando se fala de Business Process a tecnologia é o menor dos problemas. Política, resistência de alguns departamentos, problemas inevitáveis de comunicação, falta de direcionamento estratégico, áreas ou empresas dispersas geograficamente… …estes são os desafios da implantação de BPM


A utilização de uma arquitetura orientada a serviço pode ser parte de um esforço, de uma estratégia de BPM, porém ter as duas iniciativas de forma concorrente é um forte indício de que você esteja utilizando a abordagem “Big Bang” (que deve ser evitada).
Fonte: SOA, Simples Assim!, http://soasimples.com/blog/

Principais benefícios de um Centro de Excelência SOA

A criação de um CoE - Center of Excellence (Centro de Excelência) traz vários benefícios para a implantação e manutenção da abordagem SOA. Recentemente, o Forrester Research fez um estudo onde lista os 5 principais benefícios. São eles:
  • Criação e manutenção da visão e do planejamento de SOA
  • Atuação para a aprovação de regras que façam parte das políticas da governança SOA
  • Gerenciamento de padrões para as implementações de SOA
  • Gerenciamento do portfólio de serviços baseados em SOA
  • Planejamento do futuro das tecnologias que suportam SOA
Veja a matéria completa da Computeworld:
Among the ways to keep a service-oriented architecture (SOA) initiative on track, forming a center of excellence (COE) is a frequently named option. Indeed, a recent Forrester survey shows that having an SOA COE correlates with higher satisfaction with SOA. It is more interesting, however, to note that the most-valuable functions that SOA COEs perform, as judged by Forrester survey respondents, have to do with leadership and governance for SOA, not training on detailed technology skills. As architects plan for SOA and guide their organization in its adoption, they should think of the SOA COE first as a governance body and only second as a training body.

Forrester asked survey respondents to rank order the most valuable functions of their SOA COE. Our analysis of the responses identifies five SOA COE functions as the most valuable:

1.Creating and maintaining SOA vision and plans. 2.Acting in an approval role as part of the SOA governance program. 3.Managing patterns for SOA implementations. 4.Managing the portfolio/library of SOA-based services. 5.Planning the future of the SOA technology base.

SOA and Web services are not the same thing: SOA is the design concepts; Web services are one (very important) technology stack for implementing those concepts. While SOA COEs do provide training on SOA and Web services standards and products, this top five list shows that guiding SOA design is a more-valuable goal for SOA COEs to pursue. The top five SOA COE practices are what they are because:

• SOA vision provides the broad context for good design. If the organization doesn't know why it's doing SOA, it will have difficulty getting momentum. Without clear leadership and vision, many will find reason to resist, and even those who get on board with SOA will pull the initiative in different directions. With a strategic SOA vision focused around business design concepts, your people become focused on the right level of design for your most-important SOA-based services: business services. This also gives them a perspective for understanding how application services and infrastructure services are also important, but add value inside of IT, as opposed to the business value focus of business services.

• Approval provides the best mentoring. As opposed to providing only guidelines, training, or mentoring, active participation in SOA governance by approving SOA deliverables gives an SOA COE a strong position for leadership and for keeping SOA on track. When your SOA COE is involved in actually approving SOA deliverables, mentoring has real teeth. But even more, the two-way give and take between COE and project team members ensures that the design guidance the COE provides actually works in the real world.

• Patterns provide concrete design guidance. Patterns may be developed as guidance for implementing individual services or as reference architectures to guide the design of an entire SOA-based solution. Training and mentoring are good, but the more that expertise is encoded into patterns and sample deliverables, the easier to learn and follow it becomes. Patterns provide stronger guidance than design principles because they put the principles into practice in different contexts, showing more fully how they are to be applied and allowing many design decisions to be premade.

• Available services must be organized to facilitate their use. Whether via a spreadsheet, a Web page, or a formal SOA registry-repository, services need some type of organization and cataloging that enables team members to use services when and where they should. In Forrester's conversations with clients, we find that firms' approaches are divided: Some take a library view of SOA services (a loosely organization collection of what projects have produced), while others take a portfolio view of SOA services (a planned, evolving, and coherent set of coordinated services). A library view is a starting point that ensures the availability of broad knowledge of what is available, but it doesn't provide the process or organizational discipline to actually use the service library. A more strategic portfolio view provides a much stronger basis for designing services into projects, even before the project budget is set.

• Getting the technology base ready provides the base for service design. When your organization buys a new piece of technology infrastructure, it tends to stay around a long time. Because the technology becomes embedded in your applications, it will be hard to get rid of. If each team is making its own decisions for SOA technology, the resulting diversity will greatly increase the difficulty of taking an enterprise approach to SOA. When your COE has an advance plan for the evolution of your SOA technology base - including how your existing technologies fit into your SOA platform - it provides a solid base for the specification of patterns and the design of your services.

By addressing the more-important concerns of getting the design of your services right, these top five practices form a stronger foundation for the value of your SOA COE compared with simple training on SOA technology and standards. As your COE pursues these functions, it will by default build into these functions much of the necessary training on standards and products.

Randy Heffner is a Vice President at Forrester Research, serving Enterprise Architecture professionals. He is a leading expert on architectures and design approaches for building enterprise applications that are secure and resilient in the face of continuous business and technology change.

Fonte: Computerworld, http://www.computerworld.com

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Adotando BPM e/ou SOA - Parte 3 (Projeto Piloto)

A escolha de um projeto piloto é fundamental para a adoção de BPM e/ou SOA. Já vi implantações dessas abordagens falharem pela má escolha de um projeto.

Primeiramente, deve-se entender o objetivo de BPM e/ou SOA. Implantar a abordagem como um todo ou implantar um processo/sistema utilizando a tecnologia para buscar um ROI em um curto espaço de tempo.

Acredito que se a procura é pelo rápido ROI, existem poucas opções. Em geral, nessas situações já existem as necessidades e procuram-se ganhos que já foram identificados ao utilizar as abordagens/tecnologias de BPM e/ou SOA, como agilidade para desenvolvimento de workflows, monitoração, etc. Nestes casos a empresa compra ferramental e utiliza-se desses para criar o novo “sistema”.

Mas partindo do mundo ideal (eu sei que as vezes é muito difícil), deve-se tentar escolher um projeto piloto que contenha um processo simples da empresa e que as pessoas reclamem do mesmo (agilidade, integração, etc.). Dentre as características, recomenda-se que tenham interações humanas e sistêmicas, navegue pelas diversas áreas da empresa e sua implantação não seja maior que 3 meses. É muito difícil dar exemplos, porque o processo que é simples para uma empresa pode ser o processo “core” de outra. Por exemplo, cadastro de clientes. Para uma distribuidora de bebidas, em geral, é algo simples... Mas veja o processo de cadastro de clientes em um banco, ele desencadeia várias ações e aprovações...

Em resumo, posso dizer que o objetivo de um projeto piloto não é o ROI (pelo menos de maneira visível ou de fácil apuração). O objetivo em um projeto piloto é mostrar que a abordagem funciona e que pode trazer vantagens ao negócio. Neste tempo, podemos dizer que a empresa está em fase de “treinamento” para a adoção da abordagem.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Adotando BPM e/ou SOA - Parte 2 (Governança)

Como descrito no post anterior, SOA e BPM trazem mudanças culturais, por isso que implantar essas abordagens não são tarefas simples. Tentar implantar essas abordagens sem governança, na grande maioria dos casos vai fadar a mesma ao fracasso (lembrando novamente da diferença entre implantar a abordagem ou implantar sistemas/processos).

Primeiramente, vamos situar a governança BPM & SOA. Acredito que a figura abaixo ilustra bem seu raio de atuação:



Basicamente, por BPM e SOA serem abordagens “cross” não adianta, por exemplo, partir somente de TI a implantação da governança... Todos devem estar envolvidos.

Para criar e manter (que é a parte mais difícil) uma Governança BPM/SOA a criação de um CoE (Centro de Excelência) é fundamental.

O Centro de Excelência de BPM/SOA (CoE) é uma entidade “cross”, formada por vários papéis de hierarquias diferentes, responsável por guiar a empresa nas decisões, implementações e estratégias para BPM e SOA. O mesmo visa todos os aspectos de integração, como: Informações, Pessoas e Processos.

Responsabilidades de um CoE:



Exemplo de um CoE:



Governança BPM/SOA e Metodologia de Desenvolvimento

Algo que eu aprendi em projetos de implementação de Centros de Excelência e de Governança é que também é fundamental trabalhar na adaptação ou mesmo na total remodelagem da MDS (Metodologia de Desenvolvimento de Software) da empresa (e caso não exista, fato que é muito comum, criar a mesma).

Do que adianta, criar todo um processo na governança se há processos que conflitam com o mesmo?

Dica importante: Não confunda a compra de ferramentas, como de registro & repositório, publicação de processos, gerenciamento de configuração com a implantação da governança. Governança é um processo, que pode ou não ser apoiado por ferramental (o que eu recomendo e sem dúvida nenhuma facilita a implantação).

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Adotando BPM e/ou SOA - Parte 1 (Visão Estratégica)

Conforme prometido no post anterior, vou abordar cada um dos itens que acredito que sejam cruciais para se adotar as abordagens de BPM e/ou SOA.

Visão Estratégica:

Talvez seja um dos pontos mais importante e muitas vezes ignorado. Já vi muitas empresas “comprarem” SOA, achando que tudo estaria resolvido. Suas aplicações seriam feitas de maneira mais rápida, reutilizando serviços, etc... Não preciso falar que muitas dessas implantações falharam?!?! (vendo pelo ângulo de SOA, porque eu já vi várias como cases de sucesso... mas que não passam de cases de Business Integration/EAI e olhe lá).

Primeiramente é necessário saber se a empresa realmente precisa de SOA ou BPM ou ainda ambos. Mais para frente ainda quero explicar a diferença entre fazer um processo/sistema utilizando ferramental e técnicas de BPM e/ou SOA e implantar a abordagem de BPM e/ou SOA. Adianto que há vantagens tanto em implantar um processo/sistema ou a abordagem, mas são coisas diferentes. Essa é uma grande confusão que eu vejo nas empresas. Por exemplo, fazem um processo utilizando técnicas de BPM e acham que a disciplina de BPM está implantada...

Acredito que erro acima ocorra principalmente pela falta de visão estratégica. BPM e SOA fundamentalmente tratam de mudanças e a maioria dessas são culturais, então se a empresa não se prepara para tais mudanças, como ela vai implantar essas abordagens com sucesso?

Para iniciar, acredito seriamente que um estudo completo de maturidade para BPM e SOA seja o melhor caminho. Com um estudo de maturidade é possível identificar quais são os pontos fracos e fortes dentro de uma empresa, onde deve ser melhorado, quais as primeiras preocupações, etc.

O resultado final de um estudo de maturidade é “onde estamos e onde queremos chegar”. A figura abaixo Ilustra o processo de como é feito o estudo de maturidade:



A maioria das metodologias para medir o nível de maturidade de BPM e SOA utiliza a mesma classificação do CMMI, conforme figura abaixo:


terça-feira, 6 de outubro de 2009

Estratégia para adoção de BPM e/ou SOA


Em alguns posts anteriores eu falei sobre os benefícios e a mudanças que BPM e SOA podem trazer para uma empresa... Mas como iniciar o uso dessas abordagens?

Resumidamente, acredito que os itens abaixo são cruciais e falta de apenas um deles já no início da adoção de BPM e/ou SOA pode (e na maioria dos casos vai) fadar a implantação ao fracasso. São eles:

  • Visão estratégica;
  • Governança;
  • Projeto piloto;
  • Patrocínio do projeto;
  • Abordagem incremental;
  • Consultoria especializada;
Nos próximos posts vou explorar cada um dos itens da lista acima.


segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Nova versão do IBM WebSphere Message Broker

Está previsto para novembro (06/novembro/2009) a nova versão do IBM WebSphere Message Broker (versão 7).

Entre as novidades, a que mais se destaca na minha opinião é que o produto não precisará de Banco de Dados (pré-requisito das versões anteriores).


WebSphere® Message Broker V7.0 products deliver the following enhancements:
  • Simplified for productivity: fewer product components and prerequisities, IBM-supplied patterns for connectivity development, Message Broker Explorer for dedicated administration
  • Connectivity for service oriented architecture (SOA): extended publish and subscribe capability better integrated with WebSphere MQ, new nodes for Web 2.0, interoperability, message sequencing, and enhanced adapter nodes for SAP Software, Siebel Business Applications, and PeopleSoft Enterprise
  • Dynamic operational facilities for auditing, monitoring, and understanding Message Broker behavior and interactions with other products
  • Connectivity with WebSphere Process Server via new nodes and WebSphere Business Monitor through a new event-generation mechanism Service Component Architecture (SCA)
  • Exploitation of WebSphere MQ multi-instance queue managers for High Availability
  • Industry samples for TLOG retail support and Healthcare, including HL7 Minimal Lower Layer Protocol (MLLP)
  • 64-bit support on z/OS®, performance monitoring tools, and reduced memory footprint

Documentação em projetos de TI

Perfeito!!! Nada mais que a verdade



Fonte: Geek and Poke, http://geekandpoke.typepad.com

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Befenícios de BPM e SOA


Pensando de maneira executiva, quais são os benefícios que as abordagens de “Business Process Management” e “Service Oriented Architecture” podem trazer para uma empresa? Vejam alguns:

  • Aumento da vantagem competitiva da organização;
  • Eliminação/redução de tarefas manuais;
  • Eliminação de esforços em duplicidade;
  • Redução do lead time dos processos;
  • Segurança de que regras do negócio estão sendo seguidas na prática;
  • Modelagem e simulação de Processos (mesmo antes da sua implementação);
  • Monitoração dos Processos de Negócios por meio de indicadores de performance;
  • Direcionamento automático de problemas/exceções para os gerentes ou responsáveis pelos processos;
  • Trilha de auditoria completa dos processos realizados na empresa;
  • Facilidade de integração dos sistemas legados;


quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O que muda com a implantação de BPM e SOA?

Pensando em um requisito, o que muda das abordagens tradicionais de TI para as abordagens BPM e SOA... Vejam a lista abaixo:

  • De "Orientado a Função" para "Orientado a Processos";
  • De "Construído para durar" para "Construído para mudar";
  • De "Longos ciclos de Desenvolvimento" para "Desenvolvido e implementado de forma incremental ";
  • De "Silos de Aplicação" para "Soluções Orquestradas";
  • De "Aplicações estruturadas utilizando componentes e objetos" para "Aplicações estruturadas utilizando serviços";
  • De "Implementação conhecida" para "Abstração da Implementação";

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Governança SOA fracassa na maior parte das empresas

Notícia Velha...

Quase nove entre dez grandes empresas têm práticas insuficientes de governança sobre implantações de arquitetura orientada a serviços, revelou uma pesquisa recente conduzida pelo SOA Forum.

Fonte: Computeworld, http://www.computerworld.com.br/


Essa matéria é de 2007. Estamos em 2009 e eu acredito (pelo menos, vendo a realidade brasileira) que nada mudou! Em quantas empresas que eu vou a governança é deixada de lado, tratada de maneira simplista ou “sabemos da necessidade mas vamos deixar para pensar nisto mais na frente”.

Pra que utilizar um Broker?

É muito comum, em conversas que tenho com equipes de áreas de TI de diversas empresas eu ser questionado do porque utilizar um broker de integração (seja para pura integração de sistemas ou para compor a estratégia SOA). Em geral, são argumentos das equipes de desenvolvimento, onde colocam que o desenvolvimento de integrações e/ou serviços é feito de maneiras simples, rápidas, baixo acoplamento, etc.

Um dos argumentos que eu encontrei e que em geral é bem aceito e convincente foi o seguinte:

Para que você utiliza um banco de dados para armazenar as informações? Você poderia criar o seu próprio banco de dados, performático, sobre o seu controle, etc., mas não, você utilizar um SQL Server ou Oracle. O mesmo se aplica para um broker. Você pode construir um ou utilizar parte do código fonte do seu sistema com funcionalidades de integração. A diferença básica é que você tem um ganho ao utilizar uma ferramenta “especializada” para tal função, seja um SGDB, Broker, etc. (nem preciso entrar em detalhes de suporte, continuidade da ferramenta, novas tecnologias...).

Acho que a figura abaixo pode ajudar:

terça-feira, 29 de setembro de 2009

SOA Facts

Essa é para os nerds, digo geeks (palavra da moda) de plantão:


Tem gente que até acha "engraçado"... (não é a minha opnião... na verdade achei bem sem graça, mas gosto não se discute, correto?!?!)

Hype Cycle - Uma outra visão

Uma outra visão do Hype Cycle (versão 2)





Fonte: Geek and Poke, http://geekandpoke.typepad.com

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Hype Cycle for Emerging Technologies, 2009

O Hype Cycle é um estudo realizado anualmente pelo Gartner que indica as tendências de uma determinada tecnologia através de estágios. Os gráficos do estudo que estão representados neste post são sobre  as “Tecnologias Emergentes” (existem vários estudos de "Hype Cycles" para diferentes tecnologias e abordagens).





 




sexta-feira, 25 de setembro de 2009

SOA e BPM são melhores juntos



Fonte: BPM and SOA, Better Together, Paolo Malinverno, Janelle B. Hill, Gartner, Feb 2007.

O que é SOA? Uma analogia pode ajudar!

Service Oriented Architecture (Arquitetura Orientada a Serviços) é um estilo de arquitetura de TI que suporta a integração de negócios, através de serviços. Estes serviços são repetições de tarefas de negócios, como: verificar crédito do cliente, abrir conta corrente, etc. Tudo baseado em padrões abertos.

Ok. Acredito que quase todas as pessoas que já estudaram algo sobre SOA já leram algo parecido (ou igual) ao que está escrito na frase acima. Mas, afinal, como traduzir isso para as pessoas que não estão habituadas com esta abordagem? Realmente, o que é SOA?

Uma maneira que eu encontrei para explicar SOA foi de fazer uma analogia entre esta arquitetura com a comunicação entre as pessoas no mundo... Vou tentar explicar:

Há diferentes idiomas e dialetos espalhados pelo mundo. Mas como uma pessoa que fala japonês pode se comunicar com outra pessoa que fala português?

Há algumas alternativas:


  1. Mímica. Vai ser complicado, mas em conversas simples, como saber que horas são ou qual a direção de tal rua as duas partes vão se entender. Agora, complique um pouco. Explique a teoria da relatividade em mímica... Eu não quero nem tentar.
  2. A utilização de uma pessoa como tradutor. A conversa vai ter os seus gaps (pois uma pessoa fala, o tradutor compreende e fala no idioma da outra pessoa e vice-versa). Há pequenos riscos neste método de comunicação, pois o tradutor tem que ser fluente nas duas línguas (e ter bom caráter). Traduções erradas podem levar a conseqüências não muito agradáveis.
  3. Utilização de uma linguagem mais “universal”, com o inglês. Quantas vezes você já não se viu (ou viu alguém) falando em inglês com uma pessoa que falava outra língua, como o japonês e para ambos a língua inglesa não era o idioma nativo. Nesta conversa também temos os riscos de traduções erradas ou mesmo um não conseguir entender o outro (mesmo ambos achando que tem o inglês fluente... sic)

Mas existe uma língua universal para resolver estes problemas? Se formos céticos a resposta vai ser não. Porem ao abrir um pouco mais a mente, temos sim uma linguagem mundial: a “matemática”. Em qualquer lugar do mundo 2 + 2 = 4. e equações de 1º Grau são equações de 1º Grau.

Já que temos uma linguagem universal, podemos dizer que SOA é igual a matemática.

Os serviços são as equações (que utilizam números e operações). As mesmas equações são utilizadas em diversos cálculos para trazer diferentes resultados para diferentes propósitos. A utilização e a
reutilização das equações equivale a uma arquitetura orientada a serviços.

Assim como na matemática, em uma arquitetura orientada a serviços também temos estágios que temos que passar, por exemplo, uma criança não aprende nas suas primeiras aulas de matemática como calcular uma Diferencial. Primeiro ela aprende as operações básicas, depois equações, trigonometria e por ai em diante. Há um grau de maturidade que ela tem que passar.

Importante: Como qualquer analogia, não se deve levar ao pé da letra, ok?