A escolha de um projeto piloto é fundamental para a adoção de BPM e/ou SOA. Já vi implantações dessas abordagens falharem pela má escolha de um projeto.
Primeiramente, deve-se entender o objetivo de BPM e/ou SOA. Implantar a abordagem como um todo ou implantar um processo/sistema utilizando a tecnologia para buscar um ROI em um curto espaço de tempo.
Acredito que se a procura é pelo rápido ROI, existem poucas opções. Em geral, nessas situações já existem as necessidades e procuram-se ganhos que já foram identificados ao utilizar as abordagens/tecnologias de BPM e/ou SOA, como agilidade para desenvolvimento de workflows, monitoração, etc. Nestes casos a empresa compra ferramental e utiliza-se desses para criar o novo “sistema”.
Mas partindo do mundo ideal (eu sei que as vezes é muito difícil), deve-se tentar escolher um projeto piloto que contenha um processo simples da empresa e que as pessoas reclamem do mesmo (agilidade, integração, etc.). Dentre as características, recomenda-se que tenham interações humanas e sistêmicas, navegue pelas diversas áreas da empresa e sua implantação não seja maior que 3 meses. É muito difícil dar exemplos, porque o processo que é simples para uma empresa pode ser o processo “core” de outra. Por exemplo, cadastro de clientes. Para uma distribuidora de bebidas, em geral, é algo simples... Mas veja o processo de cadastro de clientes em um banco, ele desencadeia várias ações e aprovações...
Em resumo, posso dizer que o objetivo de um projeto piloto não é o ROI (pelo menos de maneira visível ou de fácil apuração). O objetivo em um projeto piloto é mostrar que a abordagem funciona e que pode trazer vantagens ao negócio. Neste tempo, podemos dizer que a empresa está em fase de “treinamento” para a adoção da abordagem.

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