Como descrito no post anterior, SOA e BPM trazem mudanças culturais, por isso que implantar essas abordagens não são tarefas simples. Tentar implantar essas abordagens sem governança, na grande maioria dos casos vai fadar a mesma ao fracasso (lembrando novamente da diferença entre implantar a abordagem ou implantar sistemas/processos).
Primeiramente, vamos situar a governança BPM & SOA. Acredito que a figura abaixo ilustra bem seu raio de atuação:
Basicamente, por BPM e SOA serem abordagens “cross” não adianta, por exemplo, partir somente de TI a implantação da governança... Todos devem estar envolvidos.
Para criar e manter (que é a parte mais difícil) uma Governança BPM/SOA a criação de um CoE (Centro de Excelência) é fundamental.
O Centro de Excelência de BPM/SOA (CoE) é uma entidade “cross”, formada por vários papéis de hierarquias diferentes, responsável por guiar a empresa nas decisões, implementações e estratégias para BPM e SOA. O mesmo visa todos os aspectos de integração, como: Informações, Pessoas e Processos.
Responsabilidades de um CoE:
Exemplo de um CoE:
Governança BPM/SOA e Metodologia de Desenvolvimento
Algo que eu aprendi em projetos de implementação de Centros de Excelência e de Governança é que também é fundamental trabalhar na adaptação ou mesmo na total remodelagem da MDS (Metodologia de Desenvolvimento de Software) da empresa (e caso não exista, fato que é muito comum, criar a mesma).
Do que adianta, criar todo um processo na governança se há processos que conflitam com o mesmo?
Dica importante: Não confunda a compra de ferramentas, como de registro & repositório, publicação de processos, gerenciamento de configuração com a implantação da governança. Governança é um processo, que pode ou não ser apoiado por ferramental (o que eu recomendo e sem dúvida nenhuma facilita a implantação).




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